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Desenvolva sua concentração e seja produtivo academicamente

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Se alguém me perguntasse o que fazer para se tornar um acadêmico de excelência, eu responderia sem pestanejar: “desenvolva sua concentração por longos períodos de tempo”. Desenvolver sua concentração para pesquisar e redigir um texto acadêmico é um grande desafio. Todavia, superá-lo é essencial a quem deseja cursar um mestrado ou doutorado em direito.s

Tarefas pequenas, que podem ser desenvolvidas em curto espaço de tempo, exigem pouco poder de concentração. Limpar a casa, dirigir um carro, andar de bicicletas, são tarefas executadas com pouquíssima atenção “concentrada”. Por mais que você reflita sobre o produto a ser utilizado na limpeza ou no caminho a ser  percorrido com o automóvel ou sua bicicleta, a execução das atividades é quase “automática”.

Entretanto, essa “automação” não é inata. É desenvolvida. Ninguém nasceu sabendo qualquer uma dessas atividades. Foi preciso um certo esforço intelectual para aprendê-las. Você se lembra da primeira vez que andou de bicicleta? Provavelmente não. Mas deve ter sido assustador. Como prestar atenção ao caminho, pedalar e se equilibrar ao mesmo tempo? Como virar o guidão e se equilibrar? Como frear? Cada passo desses pode ser automático hoje. Mas, em algum momento, foi executado com decisões conscientes tomadas refletidamente.


Como desenvolver sua capacidade de concentração?

Nosso cérebro pode ser dividido a partir de dois modos operacionais, descobertos na década de 1970 por Amos Tversky e Daniel Kahnemann. Em pesquisa que veio posteriormente a ser agraciada com o Prêmio Nobel de Economia de 2001, os psicólogos descobriram que nosso cérebro muitas vezes reage de maneira rápida (mas nem sempre correta) e em outras, de maneira mais refletida (embora mais devagar), buscando ponderar os diferentes fatores sob análise.

Essa descoberta foi essencial para que, posteriormente, outras pesquisas se desenvolvessem para compreender como nós tornamos certas tarefas complicadas em padrões automáticos de comportamento. Em “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg explora muitas dessas pesquisas e explica o modelo padrão pelo qual um comportamento complicado pode se tornar um hábito aos poucos. E quando um hábito surge, o cérebro simplesmente o segue.

A concentração (o “foco”) pode ser internalizado como um hábito. Como resultado, e dadas certas condições, é perfeitamente possível tornar seu poder de concentração tão automático quanto o hábito de dirigir ou pedalar. Mas, para que isso seja possível, é necessário seguir três passos. 


1. Criar uma deixa (“âncora”)

Segundo Duhigg, o primeiro passo para criar um novo hábito é criar uma “deixa” forte que sempre disparará o hábito. A deixa é uma pista, um elemento, que sinalizará no cérebro o início da cadeia de comportamentos a serem seguidas a partir dali. Digamos que a primeira coisa que você faça ao acordar seja escovar os dentes. Em seguida, você toma banho. 

Tal procedimento deve estar tão automatizado em sua vida que você nem pensa mais no que fazer ao acordar. Mas, no seu cérebro, provavelmente essa rotina já está internalizada. Ao escovar os dentes (a “deixa”), sua mente automaticamente já se dirige às ações necessárias para tomar banho.

Do mesmo modo, você deve estabelecer uma âncora para se concentrar. Pode ser qualquer coisa, como “beber água ao entrar na biblioteca” (ou no seu   escritório), “colocar o celular virado pra baixo ao lado de um jarro”, ou qualquer outro comportamento. Se seu cérebro associar a deixa ao comportamento de estudar de modo concentrado, você terá dado um grande passo para conseguir seu objetivo.


2.Estabelecer a rotina

Em segundo lugar, é preciso estabelecer o comportamento desejado. O que você quer fazer? Sentar e passar horas a fio lendo e escrevendo? Então, imediatamente após a deixa, execute o comportamento desejado.

O estabelecimento de uma rotina é essencial para que você desenvolva sua concentração e possa criar o hábito de estudar adequadamente por longos períodos.



3. Garanta uma recompensa ao final

Mas a rotina só pode ser estabelecida se o ciclo das três etapas for completado. A etapa final é justamente estabelecer sua recompensa – algo que você gosta de fazer, mas só poderá usufruir ao executar a rotina desejada.

A proliferação do hábito de escovar dentes é um grande exemplo disso. No início do século XX, escovar os dentes não era uma prática comum. Além disso, ninguém via na pasta de dentes grande potencial mercadológico, já que os consumidores não estavam acostumados à ideia da escovação. 

Tudo mudou quando Claude C. Hopkins, grande publicitário da época, se associou ao inventor de uma pasta de dentes denominada Pepsodent. Como havia muitos concorrentes da empresa e o mercado não era muito animador, Hopkins precisava desenvolver uma estratégia para acostumar as pessoas com a ideia. 

Para fazer isso, ele decidiu que precisaria criar nas pessoas um desejo genuíno, algo por que elas ansiassem ao escovar os dentes. Estudando odontologia para descobrir como fazer isso, Hopkins descobriu uma fina película, denominada mucina, que poderia ser sentida ao passar a língua pelos dentes. Apesar de a escovação ter qualquer efeito em relação à película, Hopkins a explorou para vender as pastas. Anunciou que a película facilitava o apodrecimento da dentição e, por isso, era importantíssimo escovar os dentes regularmente. 



A mesma estratégia se aplica aos estudos e à pesquisa

E a estratégia funcionou: com a recompensa definida (retirada da película), as vendas dispararam. Com o tempo, o hábito de escovação foi criado e reforçado ao ponto que conhecemos hoje.

O mesmo pode ser feito em relação aos estudos.

Desenvolva sua concentração como um hábito. Defina uma recompensa pela qual anseie ao estudar. Você gosta de assistir a filmes e séries? Comer chocolate? Fazer exercícios? Então só realize essas atividades com as quais você já sente prazer como recompensa por uma boa tarde de estudo. 

Comece aos poucos. Trinta minutos por dia na primeira semana, uma hora por dia na semana seguinte. Em pouco tempo, estou certo de que sua capacidade de concentração terá melhorado bastante.

Forest, um aplicativo que auxilia você a melhorar sua produtividade e a criar o hábito de se concentrar e produzir mais.

O Forest é um aplicativo bem interessante que pode auxiliar o processo de concentração e produtividade em relação à leitura e à escrita. Utilize-o e essa será uma arma muito eficaz para que você desenvolva sua concentração.

O celular é um dos principais fatores que nos distraem e impedem de alcançar a produtividade que desejamos. Começamos a trabalhar e logo vem aquela notificação ou a vontade insaciável de mexer no Facebook ou no Twitter. O Forest atua sobre essa vontade, “bloqueando” o celular pelo tempo desejado. é um app que busca e funciona com base num princípio bem simples. 

Você define quanto tempo deverá permanecer sem encostar no celular (vinte minutos, meia hora, uma hora) e, durante aquele tempo, o aplicativo plantará uma “árvore” pra você. Se você ficar durante o tempo definido sem utilizar o aparelho, a árvore será plantada. Se mexer no celular durante o período, a árvore será destruída e você deverá começar novamente. Com o tempo, verdadeiras florestas podem ser construídas, criando a sensação de que estamos, de fato, no caminho certo.

No fundo, é um “joguinho” que utiliza a estratégia Pomodoro para nos forçar a trabalhar direito. Comigo, funciona bem tanto no trabalho quanto em casa, o que tem levado minha produtividade a se elevar. 

E então? Que tal utilizar o app e as estratégias discutidas hoje e depois nos contar o resultado? Criar o hábito de estudar por longas horas, a fim de que você desenvolva sua concentração, pode ser muito mais fácil do que você imagina!

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fabio_portela

Fábio Portela
Mentor Acadêmico

Minha missão é dar suporte a bacharéis em Direito que desejam consolidar sua formação no meio acadêmico cursando o Mestrado e, mais tarde, o Doutorado.

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