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orientador de mestrado

5 critérios para encontrar seu orientador de mestrado em 2018

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O orientador de mestrado ou doutorado tem um papel fundamental para uma boa experiência acadêmica. Encontrar um bom orientador de mestrado/doutorado é importantíssimo para assegurar a qualidade de seu trabalho. Com base em sua experiência acadêmica, o orientador será um conselheiro especial para ajudar você em cada fase do processo de pesquisa e redação de sua dissertação ou tese. Mas como encontrar um orientador de mestrado/doutorado? Que critérios utilizar para garantir uma boa orientação?

Idealmente, o orientador de mestrado ajudará a desenvolver seu tema de pesquisa, a refinar sua metodologia de pesquisa e a guiar todo o processo desde sua proposta de pesquisa até a defesa de dissertação/tese. Nesse post, explorarei essa questão, abordando alguns critérios importantes para a escolha dessa que é uma das personagens mais importantes do seu mestrado/doutorado em direito.

#1 – Pense bem antes de escolher  o orientador de mestrado famoso que é ocupado demais para você

Esse é um erro clássico dos newbies na pesquisa acadêmica. Vale pra mestrado e doutorado, mas vale também pro famoso trabalho de conclusão de curso (TCC). Você conhece aquele orientador figurão, aquela professora super famosa, e já arremata com certeza absoluta: pronto, já escolhi meu orientador de mestrado!

Verifique antes se a “popularidade” e a “fama” do potencial orientador não está sendo precedida de uma vida muito tumultuada, repleta de compromissos e com pouquíssimo tempo para te orientar. Se o seu “sonho de consumo” não for um professor dedicado integralmente ao meio acadêmico, são altas as chances de que não haverá tempo de sobra para a orientação.  Pode até bacana e “valorizar seu passe” ter o nome de um Juiz, Promotor, Procurador, Desembargador, Ministro de Tribunal Superior e outros nomes famosos no seu currículo acadêmico. Mas tenha a certeza de que as profissões exercidas pelo potencial decerto serão um obstáculo para uma boa orientação.

Cuidado, cuidado, cuidado. Fica aqui o alerta clássico de Pedro para Bino:

Claro, não é certeza de 100%. Mas o risco é grande de ser uma cilada. Já vi casos de “figurões” não terem tempo para auxiliar seus orientando com a dedicação necessária e o resultado foi, muitas vezes, desastroso. Com pouco tempo para orientação adequada, fica difícil desenvolver um trabalho com a qualidade esperada. Pior: já vi até casos em que, diante das críticas sofridas na banca de defesa da pesquisa, o orientador de mestrado (ou, no caso, de doutorado) espinafrou o estudante na frente dos demais membros – praticamente se esquivando, vexatoriamente, de sua responsabilidade.

É claro que, nos níveis de mestrado e doutorado, espera-se do aluno um nível elevado de autonomia na pesquisa. Mas existem certas decisões que necessariamente são tomadas a partir do contato entre orientador e orientando e que dificilmente podem ser desenvolvidas em um trabalho solitário. Afinal, muitos orientandos ainda não têm a experiência necessária para desenvolver uma pesquisa de fôlego.

Por isso, fica o aviso: às vezes é melhor ter um orientador para mestrado ou doutorado menos famoso e mais apto a se dedicar a sua pesquisa do que aquele “famoso” que tem uma vida muito ocupada para você.

 

#2 – Escolha um orientador de mestrado capaz de contribuir com seu tema de pesquisa

Parece algo óbvio, mas nem sempre os estudantes levam esse ponto em consideração: seu orientador efetivamente pode contribuir com seu tema de pesquisa? Ele é um especialista na temática? Conhece autores na área que você está pesquisando?

Veja bem: o orientador para mestrado não precisa ser um especialista no seu tema de pesquisa. Afinal, o maior especialista – especialmente ao final da pesquisa – tem que ser você.

Mas seu orientador precisa ser alguém capaz de dialogar com os autores que você está pesquisando, ainda que a abordagem de pesquisa não seja exatamente a sua. É preciso que haja alguma afinidade entre o marco teórico usualmente adotado por seu orientador e a sua própria pesquisa.

Orientador não precisa ser especialista no seu tema de pesquisa

Quando digo que o orientador para mestrado ou doutorado não precisa ser um especialista no seu tema, invoco minha própria experiência. No meu doutorado, busquei aplicar uma abordagem em teorias contemporâneas da evolução darwinista para explicar as origens e a própria evolução do constitucionalismo.

Meu orientador de doutorado, o professor Marcelo Neves, não fosse alguém com domínio sobre essa abordagem específica. Mas foi um excelente orientador por dominar outros aspectos teóricos com quem eu poderia dialogar. Com efeito, ele é um especialista na teoria dos sistemas de Niklas Luhmann e a teoria sociológica (Parsons, Weber, Durkheim, entre outros autores). Desse modo, conseguimos desenvolver uma parceria bastante significativa. Além disso, também busquei apoio em meu co-orientador, o professor Paulo Abrantes, que poderia me orientar no tocante às demais leituras em torno das teorias evolutivas do comportamento social humano a partir de uma abordagem biológica.

É preciso, assim, que o orientador para o mestrado ou doutorado goste do seu tema, mesmo que não seja um especialista. Mas é importante ter com quem dialogar sobre todos os aspectos metodológicos da pesquisa, seja por meio da escolha de um co-orientador que possa dar o suporte de que você necessita, seja por meio da participação em grupos de pesquisa e fóruns de discussão quem possam cobrir todas as “pontas soltas” da pesquisa.

#3 – Seu orientador de mestrado precisa ser exigente!

Cuidado ao escolher aquele professor (ou professora) gente boa demais, que jamais cobra resultados dos alunos. Seu orientador precisa ser exigente para extrair ao máximo seu rendimento como pesquisador. Prefira alguém capaz de instituir prazos e exigir o seu cumprimento. Um professor “bonachão”, gente fina, nem sempre é a melhor escolha. Não confunda a relação de orientação com a de uma amizade. É evidente que você pode se tornar amigo do orientador… mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Professores pouco exigentes deixam o processo de orientação correr solto não apenas com você, mas também com eles próprios. Como não exigem o cumprimento de prazos, acabam não sendo tão pontuais na hora de avaliar seu trabalho.

E isso pode ser um problemão. Imagine entregar um rascunho do primeiro capítulo, repleto de pressupostos para que você possa escrever os demais capítulos, e só receber a avaliação com comentários do orientador depois de quatro ou cinco meses! De duas uma: ou você ficaria “esperando” por todo esse tempo para começar a trabalhar nos demais capítulos, ou correria o risco de escrever parte substancial do texto subsequente. Como resultado, teria que revisar tanto o primeiro quanto os demais capítulos em razão dos comentários do orientador de mestrado/doutorado. Pense na dor de cabeça de trabalhar assim!

#4 – Escolha um orientador de mestrado que impulsione sua autonomia, não que deseje um discípulo

Uma das principais habilidades que se espera de um mestre ou doutor é a autonomia para conduzir sua própria pesquisa. O orientador para o mestrado ou doutorado tem papel fundamental no desenvolvimento dessa autonomia. Por isso, procure um orientador que tenham histórico de respeitarem a produção de seus orientandos.

O meio acadêmico em direito é um tanto problemático. Muitos orientadores não enxergam seu papel de fomentar a criatividade e a autonomia dos orientandos. Muitos buscam criar com seus orientandos um séquito de discípulos a fim de reforçar sua própria autoridade. E fazem de tudo para derrubar quem os critique ou apresente pontos de vista contrários.

Um orientador que quer discípulos jamais buscará fomentar sua autonomia. Pelo contrário, fará o possível e o impossível para que você utilize apenas as referências bibliográficas que ele (ou ela) indica, sustente os pontos de vista defendidos por ele/ela e jamais discorde.

Fuja dessas personalidades como o diabo foge da cruz. Não vale a pena e você desenvolverá, no máximo, uma síndrome de Estocolmo.

#5 – Seu orientador de mestrado/doutorado deve ser, acima de tudo, um crítico

É mais fácil aprender com as críticas do que com os elogios. Tive a sorte de ter alguns orientadores fantásticos em minha trajetória acadêmica. E foram excelentes por terem sido acima de tudo críticos bastante detalhistas do meu trabalho. Com as críticas, fui capaz de revisar meus pressupostos, minhas leituras e minha escrita. Como resultado, pude desenvolver pesquisas de qualidade.

Procure um orientador para o mestrado capaz e disposto a criticá-lo. E não se abata com as críticas, mesmo que seu trabalho pareça estar sendo “demolido” por elas. Mesmo que seja assim, tenha a certeza de que as bases fundamentais de sua pesquisa estarão mais sólidas se você levar as críticas em consideração.

Professores que elogiam demais seus orientandos acabam por dar uma falsa impressão de “genialidade”. Mas essa primeira impressão não se sustenta e logo é identificada pela comunidade acadêmica. Não se engane: seus pares sabem quem você é e como as coisas de fato funcionam. Quando vier o elogio, é importante saber que de fato é merecido.É melhor evitar desde logo o autoengano procurando um orientador de mestrado ou doutorado honesto, que criticará profundamente seu trabalho.

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fabio_portela

Fábio Portela
Mentor Acadêmico

Minha missão é dar suporte a bacharéis em Direito que desejam consolidar sua formação no meio acadêmico cursando o Mestrado e, mais tarde, o Doutorado.

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