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mestrado e mercado de trabalho

Como um mestrado pode impulsionar sua carreira profissional?

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O perfil do profissional procurado pelo mercado vem mudando bastante ao longo dos últimos anos. Se antes as ‘especializações’ (cursos de pós-graduação lato sensu) sinalizavam que o profissional estava atualizado e preparado com o conhecimento mais recente em um determinado campo de atuação, hoje o cenário mudou bastante. E possuir o grau de Mestre tem sido um grande diferencial.

Ascensão e queda das especializações

Há não muito tempo, quem tinha no currículo uma ou mais especializações era ‘rei’. A maioria dos profissionais não tinha mais do que a graduação e eram raros os candidatos a uma vaga de emprego que ostentavam no currículo uma pós-graduação lato sensu. Era o reflexo da própria oferta desses cursos, em sua maioria organizados por universidades e institutos de excelência.

Com o tempo, a situação mudou. Na área jurídica, esse fenômeno foi bastante evidente. Muitos cursos preparatórios para concurso passaram a oferecer, como atrativo, o título de especialista. Para cumprir as exigências legais, se associavam a faculdades de menor reputação, exigiam dos alunos uma monografia de qualidade bastante duvidosa e, ao final do curso, o aluno se tornava ‘especialista’ em determinada área.

Os alunos obtinham um “bônus” evidente, pois em vários concursos públicos o grau acadêmico garantia alguns “pontinhos” a mais em uma eventual prova de títulos. Para os que já eram servidores públicos, em alguns casos, a legislação também assegurava uma gratificação, o que incentivava uma certa “indústria” de oferta de cursos de especialização de qualidade questionável.

O fenômeno era ostensivo na área jurídica, mas também se repetiu em outros nichos. Na área de Administração de Empresas, os chamados MBA – uma pós-graduação lato sensu com nome pomposo – proliferaram.

Especializações passaram a ter valor menor no mercado de trabalho

Evidentemente, ser um especialista com o título concedido por uma universidade ou instituição de renome continuava a dar maiores chances de bons empregos e salários maiores. Em comparação com os especialistas formados por faculdades de menor qualidade, eles permaneciam com grande vantagem.

Contudo, com o tempo, as pós-graduações lato sensu perderam a relevância que tinham no mercado de trabalho. Em boa parte dos casos, o elevado número de alunos, a metodologia arcaica baseada em aulas expositivas e o baixo nível de desenvolvimento de habilidades profissionais efetivas reduziu significativamente o valor de uma especialização.

Como resultado, as empresas passaram a procurar outros sinais de qualidade entre os candidatos. Com a proliferação de MBAs e pós-graduações lato sensu de baixa qualidade, bem como a inadequação da metodologia utilizada mesmo pelos centros de excelência, passou-se a valorizar outros aspectos do currículo dos candidatos. E, nesse cenário, ter um Mestrado no currículo passou a se tornar um diferencial de excelência.

A ascensão do Mestrado como indicador de qualidade no currículo profissional

Quando virtualmente ‘todo mundo’ tem no currículo uma especialização, o título passa a ter valor reduzido como elemento de diferenciação. Estudo recente, conduzido pela consultoria de carreiras Produtive, demonstrou que, em um universo de 400 executivos, 68% havia cursado ao menos uma pós-graduação lato sensu.

Diante desse cenário, o mercado de trabalho passou a identificar no Mestrado um sinalizador de diferenciação profissional. Isso ocorreu por diversos motivos.

Em primeiro lugar, ainda é baixo o número de Mestres. No mesmo estudo, a Produtive identificou que apenas 9% dos executivos que participaram da pesquisa ostentavam o título de Mestre e/ou Doutor. Na comparação entre os mestres e os especialistas, a balança começou a pesar mais a favor dos primeiros.

Além disso, até recentemente, poucas instituições ofereciam programas de Mestrado. Aos poucos – assim como ocorrera com as pós-graduações lato sensu -, as instituições flexibilizaram as normas de regência, levando ao aumento do número de vagas ofertado por instituições de qualidade inferior.

Contudo, mesmo estas não têm condição de oferecer um número elevado de vagas de Mestrado. Orientar uma dissertação de mestrado é um processo mais complexo que uma monografia de especialização. Nesse cenário, professores orientadores (que são necessariamente Doutores) enfrentam dificuldades de oferecer uma supervisão minimamente satisfatória das dissertações para um número muito elevado de alunos. A consequência desse cenário é a persistência de um número relativamente baixo de Mestres em comparação com especialistas e graduados, o que, por si só, garante uma certa qualidade do indicador como diferencial para o mercado profissional.

Não tenha dúvidas: curse seu Mestrado em uma instituição de qualidade

Evidentemente, outros fatores também exercem forte impacto para alcançar essa conclusão. Uma instituição de qualidade sempre será favorecida pelo mercado de trabalho quando o único fator de comparação for a origem acadêmica do candidato. Assim, vale a pena passar um pouco mais de tempo se dedicando à aprovação no Mestrado oferecido por uma instituição reconhecidamente de excelência. E vale a pena ainda que isso signifique atrasar em um ou dois anos a obtenção do grau.

Em terceiro lugar, as exigências das pós-graduações stricto sensu (Mestrado e Doutorado) levam os alunos a desenvolver habilidades específicas que as especializações jamais pretenderam desenvolver.

De fato, o objetivo da especialização é trazer ao aluno o ‘estado da arte’ de uma determinada área profissional naquele momento. Assim, o programa busca ‘atualizar’ o aluno no conhecimento consensual que o profissional da área deveria dominar para ser um bom nome no mercado.

Aos poucos, percebeu-se que o conhecimento proporcionado pela especialização também pode derivar de uma conjunção entre a experiência profissional e a prática de leitura dos principais manuais de uma determinada área. Ainda que um excelente profissional possa até não ter o domínio de todo o conteúdo ensinado em uma boa pós-graduação lato sensu, ele é perfeitamente capaz de resolver os problemas básicos que surgem no dia-a-dia. Com isso, sua atualização dá-se aos poucos, com base nos problemas profissionais devidamente enfrentados no cotidiano.

Isso é satisfatório quando estamos tratando de problemas básicos do dia-a-dia. Mas… e quando os desafios não são básicos? O que fazer quando o domínio relativamente rápido de um conteúdo não está disponível em um manual ou um curso de pós-graduação?

O Mestrado ensina habilidades específicas com grande valor econômico

O objetivo do Mestrado é formar pesquisadores capazes de ir um pouco além do ‘conhecimento consensual’ necessário para exercer uma profissão. A necessidade de escrever uma dissertação sobre um tema particular leva o aluno a desenvolver, em um período relativamente curto, a capacidade de pesquisar profundamente o tema selecionado de modo a resolver o problema proposto.

Com efeito, mestrandos precisam pesquisar o tema profundamente porque uma dissertação deve apresentar as principais posições teóricas sobre o assunto. É necessário aprender a pesquisar nas principais bases de dados de artigos científicos, identificar os autores ‘de ponta’, resumir sinteticamente as posições e comentá-las com propriedade, fundamentando-se em outras posições ou apresentando bons argumentos a favor de seu próprio ponto de vista.

Um bom mestrado ensina a capacidade de ser autônomo na busca por conhecimento, o que curso de graduação ou especialização nenhum é capaz de ensinar. No mestrado, não basta conhecer o ‘estado da arte’; pelo contrário, é preciso ir um pouco além e conhecer os meandros de posições menos conhecidas, a fim de resolver um problema teórico e/ou de ordem prática.

O Mercado deseja a autonomia desenvolvida no Mestrado

Essa capacidade é muito valorizada no mercado. Já há muitos profissionais que sabem fazer o ‘básico’. E é fácil aprender a encontrar soluções para problemas do dia-a-dia. Mas e quando surgem problemas impensados, que exigem um raciocínio um pouco mais elaborado para encontrar uma resposta adequada? É aí que encontram espaço profissionais que foram além e cursaram um Mestrado e/ou Doutorado – e se tornam aptos a pensar um pouco ‘fora da caixinha’ e a trazer respostas novas para problemas desafiadores. Mestres e Doutores usualmente desenvolvem o grau de autonomia para tomar decisões que o mercado espera dos bons profissionais.

Por muito tempo, os Mestrados tiveram uma certa imagem de serem “acadêmicos” demais e desligados do ‘mundo do trabalho’. Mas esta é uma impressão equivocada. É fato que ter domínio teórico bastante elevado é necessário a fim de concluir uma dissertação excelente. Mas a habilidade de pesquisar minuciosamente para responder ao problema de pesquisa pode ser aproveitada em muitos outros níveis. E é essa capacidade ‘abstrata’ que torna Mestres e Doutores tão desejados pelo mercado contemporâneo.

Mestrados profissionais vêm ganhando espaço

Além disso, é importante ressaltar que, hoje em dia, há também os chamados ‘Mestrados Profissionais’. Tais cursos outorgam o título de Mestre para pesquisadores com perfil menos teórico e mais voltados para o mundo profissional. Ainda que haja o receio por serem relativamente recentes, com o tempo, esses mestrados deverão ser bem aceitos pelo mercado. Embora muitos acreditem que poderão ocupar um espaço que já foi das ‘especializações’, penso que o mestrado acadêmico ainda continuará a ter um lugar mais valorizado. Nesse cenário, o mestrado profissional tenderá a ocupar um espaço intermediário.

A valorização dos profissionais que ostentam o título de Mestre passa, evidentemente, pela remuneração. Bons profissionais com o título de Mestre já recebem até o dobro do salário de um trabalhador apenas graduado. Esse reconhecimento remuneratório decorre tanto da escassez de Mestres quanto pela produtividade que esses profissionais agregam às empresas. Com efeito, um Mestrado contribui bastante para o desenvolvimento de habilidades que possibilitam solucionar desafios mais complexos.

E você, já pensou em cursar um Mestrado?

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